domingo, 30 de junho de 2013

Realismo

Na segunda metade do século XIX o Realismo começou a emergir na França. Já na Renascença, os artistas que se mostravam Realistas conseguiram superar todas as limitações técnicas e se adaptaram a Idade das máquinas e acabou influenciando muitos  países europeus.

Romantismo: belo e ideal > Realismo: real e objetivo

Os artistas do  realismo tinham como inspiração a realidade. Como assim?
Eles colocavam em suas obras suas experiências pessoais, lembranças fisiológicas, ou seja, tudo que viam e tocavam. Deuses e história de heróis não eram mais contadas em pinturas ou mesmo em esculturas pois não faziam parte dos fatos do mundo moderno. O que pode ser notado são cenas do cotidiano, focando nos trabalhadores urbanos e camponeses, que são simples e cruas e a reprodução de paisagens era desapaixonada e neutra. Mas no início o Realismo foi um escândalo, acusado de degradar a arte com temas banais, cores excessivas que eram também muito vivas e consideradas de mal gosto com falta de elaboração e conceptualização das composições. Para os defensores do movimento a representação da realidade em grupo era a última palavra em audácia artística. O Realismo manteve-se dentro dos conceitos acadêmicos no que diz respeito à exatidão do desenho e ao perfeito acabamento do quadro.

ARTISTAS
Gustave Courbet (1819-1877)
Ele foi o pai do Realismo, saiu do convencional e fazia pinturas poéticas e de acordo com ele "a pintura é essencialmente uma arte concreta e tem de ser aplicada as coisas reais e existentes". Quando lhe pediram para pintar um anjo ele se recusou pois ele nunca viu um antes, por isso ele se limitada a temas cotidianos.
"Quando um júri se recusou a exibir o que Courbet considerava sua mais importante obra, "O Interior do Meu Ateliê", o pintor construiu uma galeria particular para exposições (na verdade, um barracão), chamado "Pavilão do Realismo" - o primeiro espetáculo solo que já houve."
STRICKLAND, Carol. Arte Comentada, Da Pré-história ao Pós-moderno, página 84, 1999.

"Interior do Meu Ateliê - Uma Alegria Real Resumindo Sete Anos de Minha Vida de Artista", Courbet, 1854-55, Musée d'Orsay, Paris.


Romantismo

"Valorização da Emoção"
O século IXX foi agitado por causa da comoção que a política, cultura e a sociedade tiveram decorrentes no aumento da produção gerada pela revolução industrial. Os artistas românticos procuram se libertar das convenções acadêmicas em favor de livre expressão da personalidade do artista.

Por que Romantismo?
Caracteriza-se pelo sonho, por uma atitude emotiva diante das coisas e esse comportamento pode ocorrer em qualquer período da história.

Rejeitou o estilo neoclássico e para retratar a emoção, por isso enfocavam na cor e no gesto.  Como o classicismo usavam a mitologia clássica, mas foi o nacionalismo que consolidou os estados da Europa.

ARTISTAS
Francisco Goya (1746-1828)
Primeiramente, Goya não se encaixa em nenhum dos movimentos artísticos, mas ele possui características marcantes do Romantismo e Realismo.
Artista espanhol, depois de começar a perder a audição decorrente a uma doença séria o pintor espanhol começou a demonstrar os primeiros vestígios do romantismo. Por causa da cegueira e idade avançada a alegria desapareceu de suas pinturas, ficou com um modo mais livre, escuro, dramático e expressivo.
Em 1810 foram produzidos as obras da série "Los Desastres de La Guerra", dentre elas "El segundo de mayo de 1808" e "El tercero de mayo de 1808", aonde pela primeira vez, não havia heroí, esperança e felicidade. Apenas tristeza, destruição e ódio e ainda foi descrita como fútil e sem glória. Nos últimos anos de sua vida pintou as "Pinturas Negras", aonde faz parte "Saturno devorando a un hijo".
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Da série "Los desastres de La Guerra - Estragos de La Guerra", pintura nº 50.
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Da série "Los Desastres de La Guerra- E são feras", pintura nº 05.

























Ficheiro:Francisco de Goya, Saturno devorando a su hijo (1819-1823).jpg
"Saturno devorando um filho (Saturno Devorando a un Hijo)", 1819-23, Museu do Prado, Madrid.
Victor Meirelles de Lima (1852-1903)
Nascido em Florianópolis, estudou na academia Imperial das Belas Artes no Rio de Janeiro, mas apenas em 1870 começou a ganhar notoriedade ao lado de Pedro Américo e Almeida Junior. Aos 29 anos foi condecorado por Dom Pedro II para Cavaleiro da Ordem Imperial de Cristo e foi nomeado professor da Academia Imperial de Belas Artes.

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"Primeira Missa no Brasil", Victor Meirelles, 1860.

Neoclassicismo


Ocorreu mais ou menos a partir de 1780 até 1820, fim do século XVIII. Quem iniciou com o movimento foi Jacques-Louis David (1748-1825) ao ir a Roma, quando pela primeira vez viu a arte clássica. Ele disse que se sentiu como se tivesse sido operado de catarata. "Quero trabalhar em um estilo grego puro" dizia ele, desenhando os detalhes de todas esculturas que encontrava. Mas o que estimulou mesmo os artistas foi a descoberta das cidades de Pompéia e Herculano que ofereceu a primeira visão de arte da antiguidade bem preservada².
A sociedade ficou fascinada pelas obras da antiguidade clássica, fazendo suas obras se voltando-se para a moral patriota. Por isso as cenas religiosas perdem o foco e quase desaparece, um dos motivos é porque o estilo Neoclássico surgiu em reação ao Barroco - que foi uma reação da Contra Reforma e grande foco na religiosidade e o outro motivo é porque no lugar de cenas religiosas foram sendo produzidas cenas históricas do cotidiano e mitológicas. As ruinas inspiraram na arquitetura, por isso a clones dos templos gregos e romanos na Rússia à America.

CARACTERÍSTICAS

Caráter ilustrativo, anatomia correta, retomada dos padrões decorativos da arte greco-romana.
"A linha mestra do estilo neoclássico eram figuras severas, desenhadas com exatidão, que apareciam em primeiro plano, sem a ilusão de profundidade dos relevos romanos. A pincelada era suave, de modo que a superfície da pintura parecia polida e as composições eram simples, para evitar o melodrama rococó. Os fundos, em geral, incluíam toques romanos, como arcos ou colunas, e a simetria das linhas retas substituíam as curvas irregulares."
STRICKLAND, Carol. Arte Comentada, Da Pré-história ao Pós-moderno, página 69, 1999.

Os materiais geralmente usados eram a pedra, mármore e granito, na arquitetura eram formas assimétrica e geométricas" [...] na pintura enfatiza o desenho com linhas, não cor, não há vestígios de pinceladas."³

² STRICKLAND, Carol. Arte Comentada, Da Pré-história ao Pós-moderno, página 68, 1999.
³ STRICKLAND, Carol. Arte Comentada, Da Pré-história ao Pós-moderno, página 68, 1999.

OBRAS

Jean Auguste Dominique Ingres (1780-1867)
Prodígio desde os 11 anos de idade, foi aluno mais famoso de David. Nunca deixava  que as linhas aparecessem em suas pinturas, ele dizia que a tinta deveria ser uma camada fina como casca de cebola. Começou usando como modelo vasos gregos que foram criticados como sendo pinturas "primitivas" e "góticas".

"Retrato da Princesa de Brogilie", Ingres, 1853, MMa, Nova York.

Jacques-Louis David (1748-1825)
"David situu cada figura como uma estátua, iluminada por um feixe de luz, contra um fundo simples de arcos romanos. Com o fim de assegurar a precisão histórica, vestiu manequins com roupas romanas e fez capacetes romanos para então copiar".
STRICKLAND, Carol. Arte Comentada, Da Pré-história ao Pós-moderno, página 69, 1999.

Ficheiro:David-Oath of the Horatii-1784.jpg
"Jurameto dos Horácios", Jacques-Louis David, 1784, Louvre, Paris.
Ficheiro:Death of Marat by David.jpg
"Morte de Marat" (Marat assassiné), Jacques-Louis David, 1793, Museu Real de Belas Artes da Bélgica (Musées Royaux des Beaus-Arts de Belgique), Bruxelas.



Rococó

O movimento nasceu em Paris por volta de 1760 e já era considerado ultrapassado na França, continuou em moda em outros países. Até o final do século continuou a ornamentar os luxuoso castelos e igrejas da Alemanha, da Áustria e da Europa central. O nome rococó é derivado de rocaille, referente a conchas e seixos que ornamentam grotas e fontes, e surgiu como um estilo de decoração de interiores.
STRICKLAND, Carol. Arte Comentada, Da Pré-história ao Pós-moderno, página 64, 1999.

CARACTERÍSTICAS

  • Clima: leve, vivaz, superficial, cheio de energia.
  • Decoração de interior: Marchetarua elaborada, painéis pintados, enormes espelhos nas paredes.
  • Formas: curvas sintuosas em formas de S e C, arabecos, floreados semelhantes a fitas.
  • Estilo: gracioso e delicado.
  • Cores: Branco, prata, outro tons suaves de rosa, azul e verde.

STRICKLAND, Carol. Arte Comentada, Da Pré-história ao Pós-moderno, página 64, 1999.

OBRAS

"Salão de Espelhos", François Cuvilliés, 17134-39, Amalienburg, Alemanha.

"Casa de Milá, Gaudí, 1907, Barcelona."
"Peregrinação a Cinera", Watteau, 1717, Louvre, Paris.


Barroco





A era Barroca começou em Roma por volta de 1600, quando os Papas resolveram patrocinar a construção de grandes igrejas e a pintura trabalhada delas para demonstrarem o triunfo da igreja católica sobre a Reforma e para atrair novos cristãos com a atração arquitetônica.
Portanto nos países católicos, a arte religiosa evoluiu e em outros, como ao norte da Europa aonde o protestantismo ainda proibia tais obras, acabou sendo comum a produção de obras como natureza morta, retratos, paisagens e cenas do cotidiano.
Artistas de toda Europa foram para as academias de Roma para estudar as técnicas da Antiguidade Clássica e Alta Renascença. Ao voltarem as suas cidades as técnicas que lhes foram ensinadas em Roma misturaram-se com a cultura regional de cada cidade.

CARACTERÍSTICAS
O barroco se utilizou da técnica da Renascença, a emoção e a intensidade e dramaticidade do Maneirismo, criando um elemento comum que era a sensibilidade e o absoluto domínio da luz e sombra para obter o máximo impacto emocional. Contraste e aspecto cênico.
STRICKLAND, Carol. Arte Comentada, Da Pré-história ao Pós-moderno, página 46, 1999.

"Podia-se representar com perfeição o corpo humano visto de qualquer ângulo, desenhar a mais complexa perspectiva e reproduzir realisticamente qualquer aparência."
STRICKLAND, Carol. Arte Comentada, Da Pré-história ao Pós-moderno, página 47, 1999.

ARTISTAS

Caravaggio (1571-1610) era artista boêmio que tinha uma vida tempestuosa, cometendo até um assassinato. Era conhecido por retratar os eventos bíblicos com o povo comum. Ele foi acusado de ter pego um corpo de uma prostituta morta no rio Tibre para pintar o quadro da morte da Virgem. Uma de suas características marcantes era usar o fundo obscuro ou negro.

"A Conversão de São Paulo", c.1601, Santa Maria Del Popolo, Roma.
Artemisia Gentileschi (1593-1653)
Iniciou os estudos em Roma aos 19 anos e foi o primeiro grande nome feminino na pintura. "Artista extremamente talentosa, que viajava por muitos lugares e era independente."¹ Ela fora assediada pelo seu instrutor Agostino Tasse. Em suas obras podia-se ver a sua ira pois eram cenas violentas contra homens, como um tipo de vingança, pois o assediador nunca foi punido.
- ¹ : STRICKLAND, Carol. Arte Comentada, Da Pré-história ao Pós-moderno, página 47, 1999.


Ficheiro:GENTILESCHI Judith.jpg
"Judite e Criada com a Cabeça de Holofernes", Galleria degli Uffizi, Florence.
Gianlourenzo Bernini (1598-1610)
"Além de escultor ele também era arquiteto, pintor, teatrólogo, compositor e cenógrafo de teatro. [...] Mais que qualquer outro artista, ele deixou sua marca em Roma, com suas fontes, sua arte religiosa e seu projeto da Basílica de São Pedro."
 STRICKLAND, Carol. Arte Comentada, Da Pré-história ao Pós-moderno, página 48, 1999

"O Êxtase de Santa Teresa", 1645-52, Capela Cornaro, Santa Maria della Vittoria, Roma.

Francesco Borromini (1599-1667)
"Fachada de San Carlo alle Quattro Fontane", 1665-67, Roma.

Maneirismo


O nome "maneirismo" vem do italiano di maniera, com o significado de uma obra de arte realizada conforme
o estilo do artista, e não ditada pela representação da natureza.
Entre a Alta Renasença e o Barroco os maneiristas, como eram chamados os artistas da Renascença Tadia, já
haviam chegado na perfeição e alcançado seus objetivos. Então substituir a razão pela emoção, a realidade
pelo exagero da imaginação parecia a solução perfeita. Eles quebraram o equilíbrio que levou anos para ser criado,
exageraram na beleza ideal de Michelangelo e Rafael e assim criaram um novo estilo.



CARACTERÍSTICAS

A composição se tornou oblíqua, com um vazio no centro e as figuras concentradas junto a moldura (ao contrário da Alta Renascença).
Os corpos são distorcidos - geralmente alongados, mas as vezes pesadamente musculosos. As cores são sombrias, aumentando a impressão
de tensão, movimento e iluminação irreal.
STRICKLAND, Carol. Arte Comentada, Da Pré-história ao Pós-moderno, página 44, 1999.


OBRAS 


"A Última Ceia", Tintoretto, 1594, San Giorgio, Veneza.

quinta-feira, 30 de maio de 2013

O Renascimento da Arte (Período da Renascença)

A passagem do interesse pelo sobrenatural para o natural foi o que provocou essa mudança. Iniciada em 1400 em Florença e depois se estendendo à Roma, Veneza e depois de 1500 para o resto da Europa, a redescoberta da tradição greco-romana ajudou os artistas a reproduzirem as obras renascentistas.

RENASCENÇA

Houve uma grande expansão do conhecimento sobre anatomia e perspectiva nos séculos XV e XVII, superando as técnicas da Grécia e Roma. "Nos séculos XVII e XVIII houve uma aceleração incrível e as recém-unificadas nações produziram artes teatrais e arquitetônicas de dimensões sem precedentes."
STRICKLAND, Carol. Arte Comentada, Da Pré-história ao Pós-moderno, página 30, 1999.

Com a evolução da ciência os artistas desenvolveram-se rapidamente e projetaram isso em seus retratos, pinturas mitológicas, religiosas e de paisagens. Chegando 1500 no seu auge, a Alta Renascença, onde foram conhecidos nossos famosos pinturas, Leonardo Da Vinci, Michelangelo e Rafael.

  • O estudo de Deus Supremo foi substituído pelo estudo do homem (A reforma protestante diminuiu o poder da igreja).
QUATRO GRANDES INOVAÇÕES TÉCNICAS

Da pintura a têmpera em painéis de madeira, e afresco, em paredes de alvenaria à:

Pintura a óleo em telas esticadas; uso da perspectiva, dando peso e profundidade à forma; uso da luz e sombra, em oposição a linhas desenhadas; e as composições piramidais na pintura.
  • Óleo sobre a tela: Com esse método os pintores podiam representar texturas, simular formas em três dimensões e possuíam muito mais opções de cores e tonalidades.

  • Perspectiva: Método de criar ilusão de profundidade em uma superfície plana através de um ponto de fuga.

  • O uso de luz e sombra: ilusão de um relevo escultural através do claro e escuro.

  • Configuração em Pirâmide: aonde as pinturas em área horizontal possuem ponto central, partindo o desenho em uma tridimensionalidade.

DESTAQUES DO INÍCIO DA RENASCENÇA

Masaccio
Pintava o corpo humano de forma mais real, domínio da perspectiva e uso de uma única fonte de luz constante, lançando sombras precisas.

Donatello
Utilizava o realismo do corpo humano nas suas esculturas. Caracteriza-se pelos pés apoiados em uma das pernas tendo o corpo relaxado e ligeiramente virado para um lado. "Davi" foi o seu primeiro nu em tamanho natural.

Botticelli
Seu estilo retratava a arte bizantia, mas seus nus retratavam o realismo da Renascença. Uma de suas obras é "Nascimento de Vênus"

A RENASCENÇA ITALIANA

Três artista se destacaram na arte da renascença italiana.

Da Vinci
Com grande conhecimento em várias áreas, ele era conhecido por sua beleza, bela voz e intelecto. Leonardo, adorava alpinismo e por isso fez vários projetos voadores contando que um dia realizaria o sonho de voar. Mas menos de vinte trabalhos do artista sobreviveram, pois ele dificilmente terminava algo, ele sempre tinha distrações e logo se via projetando algo diferente do que havia planejado.

"Seus interesses e conhecimentos abrangiam anatomia, engenharia, astronomia, matemática, história natural, música, escultura, arquitetura e pintura, o que faz dele o gênio mais versátil de todos os tempos."
STRICKLAND, Carol. Arte Comentada, Da Pré-história ao Pós-moderno, página 35, 1999


Sua obra "Mona Lisa" era abreviatura de Madonna, que quer dizer Senhora. Não é só o quadro mais admirado como também o mais reproduzido no mundo.

Ficheiro:Mona Lisa, by Leonardo da Vinci, from C2RMF retouched.jpg
"Mona Lisa" ou "La Gioconda", 1503-6, Louvre, Paris.

Michelangelo: O divino
Se apaixonou pela escultura porque o marido de sua ama de leite era cortador de pedra e daí veio sua paixão. Aos 15 anos, foi reconhecido por seu talento pelo príncipe Lourenço que o levou para a corte florentina e o criou como a um filho.
Ele era um artista recluso, que não gostava de ser observado trabalhando. Ele dizia que a arte como esposa e as suas obras como filhos. Por isso passou a vida solitário.

  • Aquiteto, escultor, pintor, poeta e engenheiro.
  • Acreditava que de todas as artes a escultura era a mais próxima de Deus.

Na sua morte, suas últimas palavras foram: "Lamento estar morrendo justamente quando estou aprendendo o alfabeto de minha profissão".
STRICKLAND, Carol. Arte Comentada, Da Pré-história ao Pós-moderno, página 35, 1999




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"Pietà", 1498/99 - 1500, Basílica de São Pedro, Roma.


Rafael
  • Na Alta Renascença era o mais famoso, decorou os aposentos do Papa no Vaticano aos 26 anos. Lá ele pintou os afrescos - com ajuda de 50 discípulos.
  • Dos três artistas era o mais popular, por ser amável e bondoso.
  • Morreu aos 37 anos depois de uma febre.
  • Adotou características de Da Vinci e Michelangelo.
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"Escola de Atenas", 1510-11, Vaticano, Roma.

ARQUITETURA NA RENASCENÇA ITALIANA

Os quatro R's da Arquitetura

Roma Em conformidade com sua paixão pelos clássicos, os arquitetos renascentistas mediam sistematicamente as ruínas romanas para copiar o estilo e proporção. Retomaram elementos como arco pleno, construção em concreto, domo redondo, pórtico, abóbada cilíndrica e colunas.

Regras Dado que os arquitetos se consideravam mais estudiosos do que os onstrutores, baseavam seus trabalhos nas teorias apresentadas nos diversos tratados. As regras estéticas formuladas por Albertini tinham ampla aceitação.

Razão As Teorias enfatizavam a base racional contida nas ciências, na matemática e na engenharia. A razão pura substituía a mentalidade mística da Idade Média.

aRitmética (do inglês 'Rithmetic') Os arquitetos dependiam da aritmétca para produzir a beleza e harmonia. Um sistema de proporções ideais assentava as partes de um edifício em relações númericas, como a razão de 2/1 para uma nave com altura igual ao dobro da largura da igreja. As plantas dos prédios se baseavam em formas geométricas, principalmente no círculo e no quadrado.
STRICKLAND, Carol. Arte Comentada, Da Pré-história ao Pós-moderno, página 39, 1999